Maurice Druon foi um escritor francês, acadêmico e autor de romances históricos, que publicou, em 1957, O menino do dedo verde. Esse livro se tornou um clássico da literatura infantojuvenil, ao lado de obras como O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.
Nele, conhecemos a história do menino Tistu, habitante de Mirapólvora, cidade conhecida pela fábrica de canhões do Sr. Papai. A família de Tistu é próspera e vive na Casa-que-brilha, sempre muito limpa e luxuosa. Ele é uma criança feliz, que gosta de escorregar pelo grande corrimão da escada e brincar com o pônei Ginástico.
Porém, quando é enviado à escola, não se adapta. Fica entediado, cochila durante as aulas e acaba sendo expulso, pois “não é como todo mundo”. O Sr. Papai resolve, então, educá-lo de forma prática: ele recebe lições do jardineiro, Sr. Bigode, do ex-militar Sr. Trovões e do Dr. Milmales.
Conforme se depara com a realidade social, passa a fazer questionamentos sobre o funcionamento das instituições: percebe que a cadeia não reabilita ninguém, a favela não prospera, o hospital é um lugar frio e sem esperança e a guerra só leva a perdas.
Ao descobrir que possui o dedo verde, ou seja, uma habilidade excepcional em fazer brotar flores e plantas apenas ao tocar seu polegar em um lugar, começa a enfeitar a cidade, que rapidamente muda o seu nome para Miraflores. Como consequência, os habitantes ficam mais felizes e motivados, e assim tudo melhora.
É uma história muito sensível, simples e profunda, para crianças de todas as idades rs Com ela, aprendemos que “as flores não deixam o mal ir adiante”, porém “a morte é o único mal contra o qual as flores nada podem”. As flores, é claro, são uma metáfora para a gentileza, a empatia, o espírito de coletividade. Podemos nos perguntar, afinal: o que a gente quer fazer brotar dentro de nós e dos outros?
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