terça-feira, 21 de junho de 2022

Yoga (Dançando na Varanda)

"Yoga significa 'união' e trabalha, em conjunto, a saúde do corpo e da mente. A respiração é a nossa âncora, viver no agora é a nossa filosofia e o equilíbrio é a nossa busca para atingir a paz de espírito. O yoga me ensinou que tudo é interno, todo processo começa de dentro pra fora. Assim, quanto mais perto chegamos do autodomínio, menos nos deixamos afetar pelas circunstâncias externas, quanto mais aceitamos o que não podemos controlar, melhor podemos agir em nosso benefício e o alheio. Afinal, somos perfeitos e já temos todos os elementos necessários para uma vida plena e feliz. Não é maravilhoso? E não é só teoria – olha que eu sou doida pra me perder no abstrato. Tudo isso a gente vai entendendo na prática, por meio de exercícios respiratórios (pranayamas), posturas (ásanas) e gestos (mudras), meditações, mantras, pensamentos positivos, estilo de vida saudável... O yoga é um grande convite ao bem estar natural e simples. Uma atividade completa, acessível e muito prazerosa. Não se trata de fazer um exercício funcional algumas vezes por semana para atingir determinado objetivo, como perder peso (apesar de ajudar nisso também). Trata-se de uma mudança de postura, de um modo de viver mais consciente e pleno. O yoga trabalha a transformação do ser. Era exatamente disso que eu precisava."


(Trecho do meu livro "Dançando na Varanda")

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Sobre dias ruins

 

Era segunda e acordei cansada. Estranho. Normalmente tenho mais energia no início da semana e vou perdendo as forças lá pra quinta, sexta-feira, precisando de recarga como um celular. Então, já interpretei como um mau sinal começar a semana com baixa energia. O prenuncia de uma semana difícil. Estava certa.

Na madrugada de terça pra quarta, acordei passando mal. Deve ter sido algo que comi e não bateu bem. Cancelei as aulas da manhã pra descansar e tentar me recuperar. Fui melhorando, mas ainda me sentia fraca. Passei o dia na casa dos meus pais e dormi por lá, após a única aula que consegui dar à noite. Fui cuidada e repousei. Na quinta, já me sentia melhor e consegui trabalhar normalmente. Mas não dei conta de tudo que precisava fazer. Fiz o mínimo possível. Paciência.

Já tinha programação pro fim de semana e, como já estava me sentindo bem, segui com o combinado. A virada de chave aconteceu no sábado. Ao encontrar um grupo de amigos, pessoas muito queridas e especiais, voltei pra casa renovada! Pelo menos consegui terminar bem a semana.

Mas por que estou contando tudo isso? Pra dizer que os dias ruins e improdutivos também fazem parte da rotina. Não dá pra forçar. Claro que é muito melhor trabalhar com vontade e energia, conseguir cumprir as tarefas com calma e precisão, ainda sobrar tempo de folga pro lazer e descanso. Mas nem sempre é assim. E tá tudo bem também. A gente tem que respeitar nosso ritmo, nossos limites. Às vezes sair da cama já é uma grande vitória. Celebre as pequenas conquistas. Não esqueça de se cuidar, de se mimar. Senão fica tudo muito pesado. E a vida não pode ser uma tortura.

Dias ruins sempre nos ensinam alguma coisa, nem que seja sobre a importância de parar um pouco, reavaliar, recalcular a rota. Essa pausa forçada incomoda porque nos coloca em contato com nosso eu mais profundo, tão difícil de aturar. Tenha paciência com você, escute o seu corpo, preste atenção nos sinais. Nada é mais urgente do que a nossa saúde, física e mental. O resto se recupera.

Hoje é um dia bom. Amanhã, quem sabe? E tá tudo certo. Sigamos.